O bebê que foi jogado no lixo do banheiro de um hospital em Jundiaí (58
km de São Paulo) morreu na noite desta sexta-feira após ter três paradas
cardíacas na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) neonatal.
A assessoria do Hospital Paulo Sacramento informou que a criança foi reanimada por duas vezes, mas não resistiu à terceira parada cardíaca. O bebê, que nasceu de aproximadamente 34 semanas e pesava 1,5 kg, estava em estado grave.
O assessor do hospital não soube informar se a família da criança já havia sido comunicada, mas disse que o Conselho Tutelar foi notificado.
Em depoimento à polícia na quinta-feira (28), a mãe do bebê, de 20 anos, disse que procurou o hospital na terça-feira (26) por estar com cólica menstrual. Ela afirmou que ao ir ao banheiro, viu uma "bolsa arroxeada" e jogou no lixo pensando em se tratar de sangue menstrual.
"Ela disse que sentiu vontade de evacuar durante o atendimento, provavelmente já estava em trabalho de parto, e pediu para ir ao banheiro. Ao sentar, ela disse que percebeu que saiu uma bolsa arroxeada, que ela pensou ser conteúdo de sangue menstrual por jamais imaginar estar grávida. Ela jogou essa bolsa no lixo e voltou para o atendimento. Ela tomou soro e, como as dores passaram, ela foi liberada", afirmou o delegado Antônio Dota Júnior, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí.
Os pais da jovem a acompanharam durante o depoimento. Segundo o delegado, a mãe disse ter boa relação com a filha e que ela realmente não sabia que estava grávida. A avó do bebê também falou que não notou diferença de peso e nas roupas da filha.
Dota Júnior também afirmou que a mãe e a avó do bebê manifestaram interesse em ficar com a criança caso ela saísse do hospital.
"Elas questionaram que se houvesse qualidade de atendimento ginecológico, se o médico a examinasse detalhadamente com facilidade iria detectar que aquela cólica não era menstrual e, sim, trabalho de parto. A mãe da jovem também disse que se a filha tivesse contado que estava grávida, ela teria o apoio da família, mas que ela não sabia da gravidez", disse o delegado.
Ele afirmou que notificou o hospital e que vai pedir a ficha de atendimento da jovem, que não soube informar o nome do médico que fez o atendimento.
"Essa conduta [de abandono] que ela alega não prevê indiciamento, por enquanto, e a pena seria de no máximo dois anos. Se no decorrer da investigação for comprovado legalmente por laudos que houve lesão grave decorrente do abandono, a pena passa para três anos, aí cabe indiciamento", explicou o delegado.
A assessoria do hospital informou que a jovem --que está acima do peso-- reclamou de cólica menstrual e disse ao médico ser virgem. E que, logo após sair do banheiro, pediu para ser dispensada.
Fonte: Folha.com
A assessoria do Hospital Paulo Sacramento informou que a criança foi reanimada por duas vezes, mas não resistiu à terceira parada cardíaca. O bebê, que nasceu de aproximadamente 34 semanas e pesava 1,5 kg, estava em estado grave.
O assessor do hospital não soube informar se a família da criança já havia sido comunicada, mas disse que o Conselho Tutelar foi notificado.
Em depoimento à polícia na quinta-feira (28), a mãe do bebê, de 20 anos, disse que procurou o hospital na terça-feira (26) por estar com cólica menstrual. Ela afirmou que ao ir ao banheiro, viu uma "bolsa arroxeada" e jogou no lixo pensando em se tratar de sangue menstrual.
"Ela disse que sentiu vontade de evacuar durante o atendimento, provavelmente já estava em trabalho de parto, e pediu para ir ao banheiro. Ao sentar, ela disse que percebeu que saiu uma bolsa arroxeada, que ela pensou ser conteúdo de sangue menstrual por jamais imaginar estar grávida. Ela jogou essa bolsa no lixo e voltou para o atendimento. Ela tomou soro e, como as dores passaram, ela foi liberada", afirmou o delegado Antônio Dota Júnior, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí.
Os pais da jovem a acompanharam durante o depoimento. Segundo o delegado, a mãe disse ter boa relação com a filha e que ela realmente não sabia que estava grávida. A avó do bebê também falou que não notou diferença de peso e nas roupas da filha.
Dota Júnior também afirmou que a mãe e a avó do bebê manifestaram interesse em ficar com a criança caso ela saísse do hospital.
"Elas questionaram que se houvesse qualidade de atendimento ginecológico, se o médico a examinasse detalhadamente com facilidade iria detectar que aquela cólica não era menstrual e, sim, trabalho de parto. A mãe da jovem também disse que se a filha tivesse contado que estava grávida, ela teria o apoio da família, mas que ela não sabia da gravidez", disse o delegado.
Ele afirmou que notificou o hospital e que vai pedir a ficha de atendimento da jovem, que não soube informar o nome do médico que fez o atendimento.
"Essa conduta [de abandono] que ela alega não prevê indiciamento, por enquanto, e a pena seria de no máximo dois anos. Se no decorrer da investigação for comprovado legalmente por laudos que houve lesão grave decorrente do abandono, a pena passa para três anos, aí cabe indiciamento", explicou o delegado.
A assessoria do hospital informou que a jovem --que está acima do peso-- reclamou de cólica menstrual e disse ao médico ser virgem. E que, logo após sair do banheiro, pediu para ser dispensada.
Fonte: Folha.com




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