Cães e gatos serão vacinados contra a raiva
O Ceará inicia nesta sexta-feira (25), a vacinação de 1.060.152 cães e 592.812 gatos contra a raiva animal. O lançamento da Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica no Estado será na Praça João Pontes (Rua Antônio Dumont com Benjamin Barroso - Monte Castelo), às 9 horas. No sábado (26), Dia D da vacinação, 3 mil postos instalados em praças, locais públicos e unidades das secretarias municipais de saúde funcionarão das 8 às 17 horas. A campanha tem duração de um dia em todas as zonas urbanas do Estado. Nos municípios com zona rural, a campanha permanece durante um mês, com postos volantes.
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), secretarias municipais de saúde, Polícia Militar (PM), Forças Armadas, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ematerce, Corpo de Bombeiros e a Empresa de Correios e Telégrafos envolverão 30 mil pessoas na campanha de vacinação, incluindo agentes de saúde e voluntários. No Dia D, em Fortaleza, funcionarão 800 postos de vacinação. A vacinação antirrábica é gratuita. Os animais devem ser imunizados a partir dos dois meses de idade, inclusive em cadelas no cio e lactantes.
Doença
A raiva é uma doença infecciosa aguda e mortal. Ela é transmitida através da mordida, arranhão e lambedura de cães e gatos contaminados com o vírus rábico. Há cinco anos o Ceará não registra casos de raiva humana transmitida por cães e gatos. Os últimos registros foram no ano de 2003, quando foram confirmados sete óbitos. Em 2005 e em 2008 foram confirmadas duas mortes por raiva, com a transmissão da doença ocorrendo por sagui, mais conhecido como soim. Os saguis de tufo branco, muitas vezes são criados em ambientes domésticos como animais de estimação, próximo às casas e em contato com as pessoas. Isso é um perigo à saúde. Eles transmitem a raiva. A dica é respeitar a legislação, deixando os saguis, animais silvestres, nas matas e não em ambientes domésticos. A vacina só é indicada para cães e gatos. Não tem indicação nem eficácia nos saguis. (Fonte:Assessória de Imprensa da Sesa).
Ceará estuda modelo de negócios do Cinturão Digital
Enquanto implanta o Cinturão Digital do Ceará (CDC) - 2.205 quilômetros de fibra ótica para iluminar com sinal de internet cerca de metade do território estadual-, o Ceará repensa a estratégia de negócios e planeja um modelo com a participação da iniciativa privada para manter a rede instalada.
Lançado em dezembro do ano passado, o CDC, cuja previsão de conclusão é em julho de 2010, visa a promoção do desenvolvimento socioeconômico do Estado, através do empreendedorismo, favorecimento da modernização da gestão pública, ampliação da prestação de serviços à população em diversas áreas e criação de uma nova perspectiva de cidadania por meio da inclusão digital. "O que estamos fazendo agora é pensar nos possíveis modelos de negócios que garantam a sustentabilidade das rede", afirma Fernando Carvalho, presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), empresa ligada à Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão que coordena o projeto do Cinturão.
Para isso, a Etice realiza, em parceria com o Banco Mundial, o Workshop Cinturão Digital do Ceará: Infraestrutura autossustentável para o desenvolvimento socioeconômico. O evento acontece nos dias 28, 29 e 30/09, no Comfort Hotel e tem como objetivo a troca de ideias, experiências e debates sobre o modelo a ser adotado pelo Governo, de forma a garantir a sustentabilidade da infraestrutura do CDC.
O Governo tem um modelo inicial pensado para satisfazer as necessidades dos diferentes públicos: os cidadãos, principais beneficiários da conectividade, o governo, que precisa viabilizar a sustentabilidade da rede e a iniciativa privada, que tem interesse em compartilhar a infraestrutura. "Porém esse não é um modelo fechado. A ideia é evoluir dentro do workshop", esclarece Carvalho.
Ao final das discussões a equipe de profissionais selecionados pelo Governo para coordenar os trabalhos do Workshop, deverá apresentar um documento que sirva para estabelecer as melhores práticas de utilização do CDC, bem como definir a forma de participação das empresas e divulgar as oportunidades geradas ao Estado, Municípios e sociedade em geral. "Com a consolidação deste trabalho faremos uma Audiência Pública, para divulgar junto ao cidadão cearense o papel do Governo e o das empresas nesse processo", explica o presidente da Etice, Fernando Carvalho.(Fonte: Assessória de Imprensa da Etice).
Agentes Comunitários de Saúde participam de curso técnico promovido pela ESP-CE
Desde o dia 17 de setembro, 177 agentes comunitários de saúde do município de Fortaleza estão participando do Curso Técnico – Etapa Formativa I, promovido pela escola de Saúde Pública do Estado (ESP), em parceria com a Prefeitura Municipal. O curso vem sendo realizado nas seis Secretarias Executivas Regionais e se encerra nesta sexta-feira (25). Os 177 agentes são recém-contratados em concurso público pela Prefeitura de Fortaleza. A idéia é que esse número deva aumentar para 928 alunos capacitados através do curso.
Segundo a instrutora Lanasya Macário, da Coordenadoria de Educação Profissional da Escola de Saúde Pública do Ceará, Lanasya, nesse primeiro momento está sendo trabalhada a Fase I, com o tema O Agente Comunitário de Saúde: história e contribuições para a construção do SUS. Os assuntos tratados são: Conceito de Saúde, Promoção de Saúde e Prevenção de Doenças; Políticas de Saúde e a Estratégia de Saúde da Família; Atribuições do Agente Comunitário de Saúde na Estratégia Saúde da Família; Território; Família; Visita Domiciliar. “A gente faz um resgate da história deles. Eles levantam vários acontecimentos de antes e fazem uma comparação com hoje. Antes eles trabalhavam somente a questão da cura, do tratamento. Eram pessoas que se preocupavam em combater a cólera, a diarréia. Hoje a gente está trazendo a idéia de eles trabalharem em cima da promoção da saúde, da prevenção de doenças”, explica.
Ensino-serviço
Várias atividades preparativas foram desenvolvidas pela ESP-CE antes do início das turmas. Uma delas foi uma reunião ampliada com os responsáveis pela execução do curso na capital, como a gerente-geral das Células de Atenção Básica do município de Fortaleza, Lídia Dias Costa e os coordenadores das Unidades Básicas de Saúde. Outra providência importante é a capacitação pedagógica de 136 horas-aula com o corpo docente, que é ministrada em vários momentos, à medida que o curso vai acontecendo. "A coordenadora da Educação Profissional, Ivanília Timbó, ressaltou que o curso foi todo pensado com a filosofia de trabalho ensino-serviço. Segundo ela, os coordenadores das Unidades Básicas de Saúde da Família (UBASF) são parceiros que devem estar integrados ao trabalho para que haja sucesso. “Os ACS estão chegando e precisamos dar a eles a verdadeira dimensão do trabalho que eles vão fazer. Então a gente precisa se planejar para que estejamos cientes das nossas atribuições”.
Conquista
O Curso Técnico de Agentes Comunitários de Saúde é uma conquista da categoria, que desde julho de 2002 foi reconhecida como profissional, por meio da Lei 10.507/2002. Um dos itens dessa legislação é a qualificação básica, que corresponde ao Curso Técnico de ACS, com 520 horas-aula. Em Fortaleza a carga-horária foi ampliada para 560 horas-aula, distribuídas em quatro fases teóricas e práticas.
O Estado do Ceará foi o primeiro no país a enviar um projeto e receber recursos para o curso. A Escola de Saúde Pública é referência na aplicação dos cursos e recebe visitas de vários estados para conhecer a proposta metodológica.
Em Fortaleza, o curso é realizado em parceria com a Prefeitura Municipal. Em 2008 foram capacitados 625 ACS na capital. A Escola disponibiliza instrutores, coordena e supervisiona, prepara material didático e tem sistema de avaliação informatizado.(Fonte:Assessória de Imprensa da ESP-CE).