O inquérito da Polícia Federal, sobre o episódio de corrupção no Governo do Distrito Federal (GDF), aponta que o governador José Roberto Arruda (DEM) já tinha conhecimento da intenção do seu secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, em revelar o esquema antes de o escândalo vir a público. Conforme o documento, citado em reportagem de Gioconda Brasil, da TV Globo, no Jornal Hoje desta segunda-feira (30), o democrata teria afirmado que “se um dia Durval resolvesse apresentar as imagens, que avisasse a ele antes, para que ele (Arruda) sumisse, desse um tiro na cabeça ou matasse o denunciante”. As informações são utilizadas como base da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para instalação do pedido de impeachment do mandato do administrador do GDF.

Arruda se defende de acusões e diz que não sai do DEM
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), negou nesta segunda-feira (30) as acusações de corrupção na administração, disse que não pretende deixar o partido e lutará até o fim para cumprir o seu mandato. Ele foi acusado pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, de liderar um esquema de pagamento de propina a aliados em troca de apoio. O democrata afirma ter contrariado interesses políticos e empresariais com fatos como a redução de 50% nos gastos com informática. Sobre as gravações em que aparece supostamente a negociar as bases da corrupção, ele declarou que houve edição, distorção de imagens e “defeito” no aparelho. “A avaliação preliminar dos nossos advogados me alerta que os supostos defeitos ou aquecimento e resfriamento do aparelho de gravação conforme consta dos autos acabaram por truncar e comprometer o teor e o sentido da conversa, inclusive com a desconfiguração dos dados armazenados”, defendeu. Segundo Arruda, ele também não aceitou propostas indecorosas do ex-titular do seu governo. “O denunciante (Barbosa) propunha dias antes do encontro a realização de pesquisas, conversas para acordos políticos e doações para campanhas por empresários amigos dele. Deixamos claro que não aceitaríamos essas doações, pois só cuidaríamos de campanha no próximo ano e sugerimos apoio às campanhas de deputados da base de apoio ao governo na forma da lei”, disse. (Fonte: BN NOTICIAS)



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